sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Black metal, entenda o lado mais extremo do metal goste você ou não!



A Definição Indecifrável do Metal Extremo: O Black Metal



"Um vórtice sinistro oculto ao homem vulgar, e inevitavelmente próximo ao iniciado." – assim define Magnaninus Sapientis a sua REX INFERNUS, que repudia absolutamente o "rótulo" Black Metal.

Muitos gêneros musicais apresentam uma sutil ligação com o ocultismo. Desde os compositores eruditos, como Paganini, passando pela era moderna, com Raul Seixas e Zé Ramalho (os exemplos a citar são muitos, bastam esses por enquanto). Mas nenhum apresenta uma ligação tão acentuada como o Rock (Led Zepellin, Black Sabbath, Marilyn Manson), a citar sua variação mais extrema: o metal.


Este artigo se propõe a analisar o subgênero do metal mais contraditório e apreciado por boa parte dos apreciadores/as: o Black Metal.

Percorrendo rapidamente uma parte de sua complexa e um tanto confusa origem (entre as décadas de 70 a 80), excetuando-se sua ligação com o lançamento do álbum BLACK METAL do VENOM, naquela época a insatisfação dos apreciadores/as do metal extremo com a produção musical levou a muitos questionamentos quanto a sua identidade. O rock em sua essência tem como objetivo evocar a rebeldia, o abalo em estruturas morais e sociais, o protesto em geral. E sua profundidade está no metal. Para isso, o metal extremo vale-se da arte sinistra e belicosa para expressar-se, e quase todas as produções musicais trabalham sob este parâmetro. Se for preciso, corromper símbolos comumente aceitos.

É exatamente neste "gancho" – corromper símbolos comumente aceitos – que entra o ocultismo.

Os questionamentos quanto à identidade do metal extremo levaram algumas bandas a comporem músicas mais obscuras e agressivas, e a adoção de novos ideais, passando bem longe dos da que a cena "underground" da época praticava.

E o que é o ocultismo, senão a volta do ser para o seu lado obscuro, aquela área do subconsciente onde residem forças ainda não despertas, por medo ou bloqueio impostos pela criação? Tudo se dá em meio a questionamentos, que, que geram novas atitudes. O ato de contestar valores comumente aceitos passa pelos sistemas mais dominadores existentes. E um é bem conhecido: a religião.

Interessante mencionar o
"Divino Marquês" Sade, que tratou em sua obra de exaltar os instintos mais naturais do homem: a libido e a violência, numa época de grande domínio da religião. Também é necessário mencionar Helena Petrovna Blavatsky, uma pioneira na divulgação do ocultismo pelo mundo com a Teosofia, que dispôs conhecimentos até então inacessíveis às pessoas, chocando a base religiosa monoteísta.

As primeiras manifestações do que viria a ser conhecido como Black Metal se deu com os trabalhos musicais de
Venom, Mercyfull Fate e Bathory, que tomaram como base o grande inimigo das religiões monoteístas: Satan. O que poderia ser mais chocante do que exaltar as características deste arquétipo/entidade em detrimento de um sistema dominador baseado nas limitações? Em detrimento de uma doutrina que repreende a elevação do ser humano por seu próprio esforço, "em nome de Deus"?

O Black Metal é, em sua essência, satânico. Não necessariamente ligado à Filosofia proposta pela Church of Satan, fundada por Anton Szandor LaVey, mas especificamente por duas características:


1) A "metáfora" do Lobo;
2) Oposição aos estilos com influências judaico/cristãos


No que diz respeito à "metáfora do lobo", é sua contraposição diante da "mentalidade de rebanho". A violência e crueza de sua sonoridade é um "convite" para uma mudança radical de comportamento – de "servo" para "senhor". "Senhor" de seus problemas, paixões, convicções e opiniões, de inserir-se na realidade compreendida pelo "Self", e não por ditames ordenados por outros (os guiados como rebanho).


Sua oposição aos estilos com noções cristãs (hippies, por exemplo) se deve ao fato destes evocarem conceitos de igualitarismo, justiça, bondade e maldade. O Black Metal, por outro lado, já evoca o individualismo – desafia a pessoa a provar o quão convicto é de tudo o que acredita para si mesma; é o desnudar-se de suas "máscaras" (auto enganação); submeter os inimigos e exterminar as "almas de espírito pobre e assistencialista". E de cuidar de seus interesses, acima do interesse coletivo – claro, não desrespeitando as leis e constituição de seu País.

Boa parte destas características estão presentes na Filosofia do Satanismo Moderno, mas o Black Metal, por possuir um ímpeto infinito de expressão, não se limitaria a uma base específica, pois assim não seria "música", mas sim "hino de louvor". Por isso, possui em sua abordagem o paganismo (seja nórdico, sul-americano, grego, etc.), a crítica (oposição ao sistema religioso, moral e social), menção de fatos históricos, filosóficos, e até mesmo elementos ritualísticos e de ambiente (ambient black metal e atmospheric black metal).

Em outras palavras, o Black Metal, quando coerentemente apreciado, leva ao "despertar" de uma condição de subserviência, se valendo do metal mais cru e pesado. Então, se ele possui essa característica, parece um tanto incoerente dizer que possua uma "Filosofia de Vida". Se apontar de forma direta todas as formas de auto-ilusão, de moral estúpida, então cada um que toma contato com este, despertando o gosto e apreço, produz uma ação independentemente em cada pessoa. Então, não há uma ideologia em comum, mas sim o individualismo.

Conclui-se então que o Black Metal possui uma definição indecifrável pelo individualismo. Satânico, opositor, saudosista dos cultos antigos pagãos, guerreiro, abre um leque de sensações e horror, amado por uns e detestado por outros. Mas sempre de forma crua e profunda.

Longa vida ao Black Metal – Sangue, Honra e Orgulho!




Texto de :Elaine Z

Fonte e imagem veja aqui:

no texto: uma breve e superficial olhada na cena extrema do irmão ovelha negra do metal, o black metal.

na imagem: banda marduk, mesma fonte do texto.

no som: Rotting Christ_Enuma Elish.

domingo, 4 de janeiro de 2009

pra toda dor teve cura, menos pra alma



pra toda dor teve cura, menos pra alma
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voaram pra longe todos os tempos,
todas as dores,
todos...
pra onde foi toda energia?
pra onde foi toda as vontade?
pra onde foi todo meu esforço?
e meu sorriso?
as minhas lágrimas?
os meus ensejos?
e voce?
estaria também assim tão sem nada?
eu penso em seus lábios enquanto deslizo nesse mergulho
é tão sozinho quanto os dias que ninguém me viu calar
essas nuvens de inconstâncias me afagam sem que eu peça nem mereça...
ja não atinjo as alturas
nem o vento me recebe mais
me nega os céus meu ímpeto
que outrora te envolveu
o horizonte se perdendo como suas lembranças...
se eu gritasse voce não escutaria
se eu implorasse voce duvidaria
se eu amasse voce trairia
se eu chorasse voce silenciaria
se eu mimasse voce gemeria
mas se eu te deixasse voce não esqueceria
E se eu tivesse a sorte de não ter perdido
barganharia com a morte minhas preciosas asas e virtudes vazias
pelo teu cheiro,
teu gosto
e meus últimos instantes
solitário como agora mas em sua companhia.
Ed França, 2009.
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na imagem: uma dessas visões que fez a tarde cinzenta e chuvosa de BH ficar ainda mais melancólica, ja não bastasse os moradores de rua
...e ninguém pra velar esse pássaro em cima do lixo...Como minha auto-estima poderia lamentar, bem ao certo!
Nó na garganta até da lente do meu celular tosco que registrou o fato...
. no som: Anathema_angels walk among us.
. no texto: poesia de Ed França, 2009.
. nos dias: precisa comentar? que ao menos voce que lê tenha um feliz 2009, pois os anjos caídos, meu caro...sem comnetários!....
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sábado, 3 de janeiro de 2009

..e lá vem 2009!


Mais um ano começando.

Se não me matou...me fortaleceu!


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. na imagem: sem título, caderno de colagens, técnica mista sobre papel. de Ed França.

. no som: Anathema_A natural disaster

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