quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Porque a Globo não mostra as crianças vítimas dos malditos ataques Israelenses??













A rede de tv Globo mostrou em seu jornal da noite imagens de um palestino fugindo com a camiseta do São paulo futebol clube, como se isso fosse relevante, após um dos inúmeros ataques absurdos dos Israelenses na Faixa de Gaza.
O que impressiona, além do poderio desproporcional do exército de Israel e apoio sem limites dos Estados Unidos frente aos paus e pedras do povo palestino sitiado, é a canalhice das tvs ocidentais e lobotomizantes,como a da tv globo que não mostra sequer uma imagem das únicas vítimas reais desse atentado: as crianças, velhos e população em geral.
Por que será?
É muito bom lembrar que o governo Bush deu direito ilimitado ao Governo de Israel(?), de usar quando e como quiser, força e opressão...
Será que esse decreto de Guerra aberto, totalmente sem noção e desesperado, contra o Hamas só aconteceu porque faltam menos de 04 dias para que Obama tome posse e mude esse contrato vitalício de usura e tirania oferecida pela insana temporada do governo Bush?
responda quem tiver coragem, pois bom senso, não se vê nesse planeta maldito desde a época dos Romanos....inquisição...terceiro reich...golfo..
Israelenses odeiam que falem sobre o genocídio, mas se esquecem que têm feito ao povo palestino o mesmo que os Nazistas fizeram com eles....ironia pouca é bobagem!
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. na imagem: fotos do blog Uruk.
. no som: angel of death_Slayer.
. nos dias: ano novo de cu é rola, nada pra comemorar!..vergonha de ser brasileir, ocidental e mesmo com sec XXI estarmos tão primitivos quanto nas cavernas...!
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Realmente me perdoem ter que postar essas verdades vomitadas nos últimos dias do ano...e escondidas pela mídia americana, sionista e superficialmente globalizada e fétida!
Se não vemos as verdades expostas como deveriam, por um jornalismo imparcial, que já não existe há tempos, restam os artistas para o fazer!...
Lamento , com toda dor que meu coração ja sentiu e sente em mostrar imagens tão tristes...
Eu realmente lamento.
Me desculpem...
Minhas apologias...
E minhas sinceras lágrimas de sangue!
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

25 de dezembro, dia de quem e o que mesmo?







Você já parou para pensar como o Natal é uma festa estranha? Renas Voadoras, Árvores enfeitadas e um bebê com super-poderes que nasceu de uma mãe virgem! Como foi que todas essas histórias bizarras se uniram numa única festa? Quem inventou tudo isso? Qual o significado oculto por trás dos Reis Magos?



Sinto informar, mas voce vai se decepcionar....


É minha intenção que esse texto desperte em você o interesse por acordar mais cedo e verificar com seus próprios olhos quem é que coloca os presentes na sala e assim entender de onde vem os costumes que ciclo após ciclo todos repetem sem se perguntar o porquê...



O dia 25 de dezembro foi estabelecido pela Igreja como o dia de Nascimento de Jesus de Nazaré, pelo simples motivo de mascarar o aniversario do Deus Mitras, numa época em que o mitraismo era uma grande ameaça para a pregação deles.


Só essa informação já arranca a data da hegemonia cristã.







Desconstruindo o Natal



Na Roma antiga, aproximadamente no dia 25 de dezembro romanos penduravam mascaras de seu deus Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada "Saturnália" onde além de trocarem presentes, eles tinham uma farta ceia, e bebiam muito vinho.
A lista de referências pagãs é enorme. Se você é cristão descobrirá como essa importante data do seu calendário é devedora das antigas tradições pagãs.




Origens do Natal – Festas Pagãs


Os cristãos primitivos, aqueles das catacumbas romanas e que, eventualmente, serviram de lanche para leões de circo, estes, não celebravam o Natal; nem no dia 25 de dezembro nem em qualquer outro dia. Datar o nascimento do meigo Rabi não tinha a menor importância.


Os eventos relevantes de sua trajetória evangélica eram a Paixão [flagelação, humilhação, crucificação e ressurreição] e o dia de sua Ascensão ao céu.


Nos dois primeiros séculos da era cristã, 25 de dezembro era uma grande festa pagã da qual os cristãos recusavam-se a participar.Porém, durante o processo de expansão da fé/cultura cristãos, não somente em Roma mas, também no Oriente Médio e na Ásia, os líderes da Igreja nascente perceberam a necessidade de encontrar um ponto de integração entre as culturas cristã e pagã de modo que o cristianismo se tornasse atraente para os gentios, que deviam ser convertidos; pois a conversão sempre foi a missão primordial dos apóstolos e seus sucessores.


Fazer concessões a costumes proibidos pela lei judaica, como certos hábitos alimentares e obrigatoriedade da circuncisão, enfim, a política da adaptação possível dentro da doutrina, era uma atitude endossada pela atuação e profetização dos dois apóstolos mais prestigiados: Pedro e Paulo, como está registrado em suas cartas [nos Atos dos Apóstolos], onde defenderam o respeito a determinados costumes gentílicos.


Em 305 d.C., o imperador Constantino promulgou o Edito de Milão e o cristianismo foi legalizado no Império Romano. Em 380, Teodósio, adotou a fé cristã ortodoxa como religião oficial e era cada vez mais necessário contornar o constrangimento das festividades pagãs sem, no entanto, proibi-las. [Quem tem coragem de cancelar o carnaval?...].


Muito habilmente, os padres [os patriarcas] da Igreja adotaram a filosofia do "se não pode vencê-los, una-se a eles". Foi assim que o nascimento de Jesus tornou-se o tema perfeito para justificar uma festividade cristã importante na mesma época em que eram celebrados:



. A Saturnália Romana
. O Solstício de Inverno
. O Nascimento de Mitra




Saturnália


A Saturnália era um pacote de festividades que tomavam conta do dia-a-dia dos romanos de 17 a 26 de dezembro. O dia 25, chamado de bruma, era dedicado a Apolo, Natalis Solis Invict - nascimento do sol invicto.


Ponto de encontro das mais diferentes nacionalidades, na Roma antiga evidenciava-se a convergência das crenças de diferentes povos. Em termos gerais, considerava-se que a época marcava uma transição do Tempo: o deus, envelhecido ao longo do ano, morria no começo dos dias frios e, ao mesmo tempo, renascia no sol tímido da estação, deus-menino, recomeçando o ciclo de sua existência.


As Saturnálias celebravam a renovação do Tempo, o deus Saturno, para o romanos, Cronos, para o gregos. No inverno, os trabalhos no campo estavam concluídos e o momento era de comemorar o fruto das colheitas.


As Saturnálias eram também chamadas de Festa dos Escravos porque em uma espécie de mistura de Natividade e carnaval, naqueles dias os papéis sociais eram quase que anulados e a condição servo era esquecida: todos podiam se divertir, havia grandes banquetes, públicos e privados e, eventualmente, inevitáveis orgias.


A tradição incluía a troca de pequenos presentes e alguns romanos penduravam máscaras representativas de Baco [Dionísio, deus do vinho e do teatro] em pinheiros.





O Solstício de Inverno


Os cultos bárbaros europeus, em especial o culto às árvores, reverenciavam a mãe natureza no solstício de inverno [primeiro dia do inverno, entre 22 e 23 de dezembro, a noite mais longa do ano] no Hemisfério Norte. Além disso, para germanos e escandinavos, 26 de dezembro era a data de nascimento de Frey, deus nórdico do sol nascente, da chuva e da fertilidade. Na ocasião, enfeitava-se uma árvore representando a Yggdrasil, que na mitologia escandinava era um carvalho gigantesco, eixo do mundo, fonte da vida, localizado no centro do Universo. Esta árvore, também era chamada "carvalho de Odin" [ou Wotan] porque nela, curiosamente, aquele que era o maior entre os deuses nórdicos, criador da Humanidade, enforcou a si mesmo num ritual mágico a fim de conhecer os segredos da morte de da ressurreição [o que faz lembrar a mitológica "Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal da Gênesis bíblica. Sorte de Adão e Eva que somente precisaram comer do fruto para ficarem tão espertos que foram expulsos do paraíso...].





O Nascimento de Mitra


Finalmente, o Natal cristão coincidiria também com o do nascimento de Mitra, o homem-deus do mitraísmo persa, culto com mais de 4 mil anos, principal religião concorrente do cristianismo, de Roma a Constantinopla. Mitra, que por sinal, à semelhança de Jesus, nasceu em uma gruta, filho de uma virgem, e foi adorado por pastores e magos.


Não bastassem essas convergências tão convenientes, os últimos dias de dezembro também eram festividades em outras culturas, como a egípcia, que celebrava o deus Hórus, outro filho de uma virgem e a cultura dos povos pré-colombianos que, na época natalina, período de 6 e 26 de dezembro [no mês de Panquetzaliztli], lembram o aparecimento de Huitzilopochtli, outro deus solar, este, regente da guerra.







Como a Igreja Cristã roubou o Natal


O estabelecimento da nova festa cristã não aconteceu de uma hora para outra; foi um processo que gerou controvérsias. O assunto foi discutido e pesquisado pelos doutores escolásticos. O fato embaraçoso é que nenhum dos evangelhos, nem canônicos, nem apócrifos registra o dia, mês e ano do nascimento de Cristo; falha imperdoável dos cronistas... Se não está nos evangelhos, resta apelar para a especulação.



Uma das referências históricas mais citadas está em um trecho do relato de Lucas contendo indicações explícitas que resultam em deduções lógicas:"Naqueles tempos apareceu em decreto de Cesar Augusto ordenando o recenseamento de toda a terra... [este censo tinha o objetivo de apurar a arrecadação de impostos]... Todos iam [eram obrigados a] alistar-se em sua cidade de origem. Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era [ele, José e também Maria] da casa e família de Davi. para se alistar com sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho e reclinou-o num presépio [um presépio, antes der um monte de bibelôs é, antes de tudo, palavra sinônima de estábulo].



Havia nos arredores uns pastores que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite..."Evidentemente, o texto fornece informações de valor histórico:







1. Jesus nasceu durante um censo memorável, de alta obrigatoriedade, que causou transtorno aos habitantes de Israel, como a José, que teve de se deslocar em penosa viagem mesmo estando Maria às portas do parto.



2. Naquela noite, havia pastores no campo fato que, considerando os ciclos das estações naquela região, indica clima ameno de primavera ou verão. Jamais um dia de inverno. Ali, novembro e dezembro [Kislev e Tevet] eram meses tão chuvosos e frios que os profetas Esdras e Jeremias comentam ser insuportável sair de casa em tal época do ano.



3. Lucas nomeia, ainda, o governante da Judéia época da Natividade: o judeu Herodes, o genocida da matança dos inocentes, pai do Herodes que anos depois participaria da responsabilidade sobre a sentença de crucificação.



Considerando tais informações, estudiosos concluíram que o menino Jesus veio ao mundo em algum mês de primavera ou verão; jamais em 25 de dezembro. Primavera e verão judaicos estão situados entre os meses de março, abril, maio, junho, julho e agosto.



Clemente de Alexandria [150-215, teólogo e pesquisador, padre cristão primitivo em Alexandria] ouviu de sábios egípcios que a data correta era 06 de janeiro, hoje, o dia de Reis, dedicado aos Reis Magos mas também considerado o dia em que Jesus foi apresentado ao Templo. A discussão se aprofundava.



Era preciso estabelecer a Epifânia!






Epifânia é a manifestação terrena - milagrosa - de Deus.



Não se sabia o momento dessa manifestação: alguns defendiam o dia da Anunciação, ou seja, da concepção imaculada pela graça do Espírito Santo; outros consideravam que a Epifânia dava-se somente na Natividade, ou seja, no vir à luz, no nascimento da criança propriamente dito.



As nuances complexas do problema clamavam solução para o quê era essencialmente insolúvel posto que nem a Anunciação, nem a Natividade, nem mesmo a morte de Jesus, possui qualquer registro histórico confiável.




Em 221 d.C. Sextus Julius Africanus, viajante e historiador que Viveu o começo do século III d.C., escreveu uma história do mundo, Chronagrafiai, em cinco volumes cobrindo desde a Gênese até o ano 221 d.C.. Segundo os cálculos de Sextus Julius, entre a criação do mundo e o nascimento de Cristo, a Natividade, haviam-se passado 5 mil e 500 anos data que no calendário Gregoriano corresponde a 25 de dezembro do ano 1 da Era Cristã. A Anunciação teria ocorrido em 25 de março.




Em 350 d.C., o Papa Julio I propôs que a data fosse fixada em 25 de dezembro. Finalmente, 354 d.C., o Papa Libério decretou que o Natal cristão era em 25 de dezembro mesmo e pronto! Não era um dado histórico porém, foi uma excelente decisão em termos de estratégia de marketing! Todavia, nem toda a comunidade cristã mundial aceitou esse Natal.



Os conflitos doutrinários em torno do assunto se entenderam por vários séculos. Foram os protestantes que se rebelaram e classificaram a data da Natividade como (mais uma) fraude dos papistas, manobra da própria Besta, do Diabo, para manter costumes pagãos.




Em 1647, os puritanos ingleses no poder proibiram a celebração do Natal e quem ficasse em casa na data seria multado.



O povo não gostou e se rebelou promovendo manifestações pró-Natal em várias cidades. Em 1660, a proibição caiu.



Nos Estados Unidos, entre 1659 e 1681, a festa foi declarada ilegal em Boston mas o ânimo sempre festivo da plebe também reagiu a essa tentativa de suprimir um dia de "santos" folguedos e, em 1870 o Natal foi reconhecido como feriado nacional no país, não obstante o protesto de puritanos apegados à palavra da Bíblia e de nacionalistas radicais, que consideravam esse costume uma herança dispensável dos colonizadores ingleses.




Hoje, o dia 25 de dezembro é admitido como dia da comemoração do nascimento de Jesus pela Igreja Católica Apostólica Romana, pela Igreja Anglicana e alguns grupos protestantes. Para a Igreja Cristã Ortodoxa, o Natal é comemorado entre 6 e 7 de janeiro tendo como referência a apresentação de Jesus no Templo.



Tradições Natalinas e Costumes Pagãos


Uma breve pesquisa deixa claro que o Natal, a festa, não tem raízes históricas na doutrina cristã; antes, é uma convenção estabelecida com a finalidade estratégica de facilitar a conversão dos pagãos nos primeiros séculos do cristianismo. Era como fornecer um fundamento "lógico" para justificar a adesão da Igreja, guardados os devidos limites morais, à festa pagã. Ao mesmo tempo, os bárbaros, com sua mentalidade simplória, poderiam, enfim, acreditar que Jesus era uma espécie de reedição corrigida e atualizada (ou medievalizada) de deuses mais antigos.



Jesus era o novo Mitra, o novo Hórus, o novo Apolo, o novo Odin, enfim, da divindade solar que dominava a religiosidade dos povos da Antiguidades.



As tradições natalinas também foram herdadas das mesmas fontes: cultura popular.



O único elemento relativamente não-pagão é o Papai Noel, que tem parte de sua origem no folclore cristão sobre a figura de Santa Klaus [São Nicolau]. Ainda assim, o saco do "bom velhinho", entufado de presentes, é uma imagem hiperbolizada (porque o que era uma troca de lembranças singelas transformou-se no pesadelo financeiro das compras de fim de ano).



Trata-se de uma mistura da a lenda de Santa Klaus, do episódio das oferendas dos três reis magos em honra ao menino Jesus e, mais uma vez, de costumes pagãos.



Mesmo os Magos que, relembrando, têm sua origem no relato da natividade do deus persa Mitra, tem sua nuance herege.



Entre os cristãos, há dúvida sobre a veracidade histórica da visita destes magos: nos evangelhos canônicos somente o de Marcos registra o fato.






Além disso, nas orgiásticas Saturnálias romanas, era costume a troca de presentes que, entre pobres e escravos, geralmente era um objeto manufaturado pelo próprio ofertante.Outras tradições folclóricas européias reforçaram o costume de presentear além de contribuir na composição estética do Papai Noel:


. Na Itália as crianças, na época natalina, mais precisamente em 6 de janeiro, recebiam presentes de uma fada chamada Befana, que visitava os pequenos à noite recheando suas meias com caramelos e chocolates. A fada era descrita com uma velhinha que voava em uma vassoura, como uma bruxa mesmo, mas uma bruxa sorridente que leva os presentes em um saco.


. Na Espanha, nas regiões de Aragon e Catalunha dizia-se que as prendas e doces surgiam de uma árvore mágica que era golpeada com varas de madeira enquanto eram entoadas canções tradicionais [ou seja, os presentes eram obtidos "na tora"...]. Ainda na Espanha entre os bascos e os navarros o carvoeiro chamado Olentzero, personagem mitológico, distribuía os presentes. É um homem do povo, sempre sujo de fuligem, glutão, gordo, barrigudo. Vive solitário nas montanhas e somente no inverno desce aos vilarejos para cumprir sua missão de "Papai Noel"... .




Em outros lugares do velho mundo, acreditava-se que os presentes de Natal eram distribuídos por duendes de barbas brancas, botas altas e gorro de pele de arminho.










Arvore de Natal


Quando os primeiros cristãos chegaram à Europa descobriram que o população local, os chamados bárbaros, na época da Natividade cristã celebravam o nascimento de um dos deuses de seu panteão, Frey, associado ao sol e à fertilidade. Ali, adornava-se um carvalho, representando o Yggdrasil, árvore colossal localizada no centro do Universo. O carvalho também era local de homenagens a Odin e Thor e em suas raízes eram depositadas oferendas para as divindades, uma espécie de ebó europeu.




Pinheiro




Tirando proveito do costume local e seguindo política de adaptação das tradições no processo de conversão, São Bonifácio [680-754], um evangelizador que atuava na Alemanha, passou o machado na árvore dos germanos e em seu lugar plantou um pinheiro (não se sabe como o Santo escapou de um linchamento...).



O pinheiro, por sua perenidade, representava o amor de Deus e foi adornado com maçãs, lembrando o pecado original, as tentações e velas, uma referência a Jesus, "luz do mundo". Mais tarde foi acrescentada a estrela de Belém no alto do conjunto e hoje temos a profusão de enfeites que todos conhecem: as bolas de vidro colorido, pequenos objetos, como guirlandas, anjinhos e lacinhos e, para evitar incêndios, com o advento eletricidade, as velas foram substituídas pelo pisca-pisca.






Presépio




A concepção do presépio como arranjo decorativo-representativo do Natal ou da Natividade é atribuída a São Francisco de Assis que, em 1223, resolveu, com a aprovação do Papa, celebrar o Natal na floresta de Greccio onde fez o arranjo para reconstituir a cena do nascimento de Cristo; uma forma de explicar o Natal de forma que as pessoas mais simples pudessem entender o relato bíblico e o significado da data.



O presépio de São Francisco era singelo: feito de palha, tinha uma imagem do menino Jesus, um boi e um jumento vivos. A idéia se popularizou na Europa e a representação foi crescendo em elemento.


Em 1567, a Duquesa de Amalfi montou um presépio com 116 figuras.


No século XVIII virou tradição entre nobres e plebeus; do velho continente, o presépio foi exportado para o resto do mundo onde, em cada país ganhou características e personagens das culturas regionais. o modelo minimalista de São Francisco foi enriquecido com todos os elementos descritos na Natividade bíblica e muitos outros. Materiais como barro, palha, gesso, resina e muitos outros são empregados na confecção das imagens.


Adições curiosas são tipos humanos regionais, como na Catalunha [Espanha] onde aparece o caganer e o pixaner [dispensamos tradução]: são dois camponeses, um defecando, outro urinando [praticamente um presépio punk...].


Na França, em Provença, figuras de argila chamadas santóns representam todos os ofícios e profissões tradicionais da região.





A Ceia


Nem só de peru vive a ceia de Natal. O cardápio varia de país para país, incluindo iguarias típicas de cada lugar.



A tradição é outro elemento natalino de origem pagã posto que os grandes banquetes eram oferecidos sinalizando a fartura da época, logo depois das colheitas. Entre os quitutes natalinos regionais podem ser encontrados itens pouco comuns e que não constam da ceia brasileira: as pamonhas recheadas, doces e salgadas, no México; o marzipã, doce árabe feito com pasta amêndoas, açúcar e clara de ovos, na Espanha; em Porto Rico, freqüentemente, o leitão assado substitui o peru, acompanhado de pastéis; no Peru, além de, obviamente ter peru a ceia se completa com purê de maçã, chocolate quente e champanhe; sopa de peixe acompanhada de salada de batatas, na República Tcheca e na Eslováquia; sete tipos de pratos de frutos do mar, na Itália; e na modesta Bulgária, o simbolismo cristão contempla a parcimônia dos pratos frugais como sopa de feijões, lentilhas e amêndoas acompanhados da rakia, uma bebida alcoólica similar ao conhaque, de vários sabores, produzido com frutas diversas.



Peru



Na Europa, até o final do século XV, ninguém conhecia o Peru.



Foi através de Cristovão Colombo que o peru foi introduzido... nos grandes banquetes e na ceia de Natal. Naquele tempo os espanhóis o chamavam de galo ou galinha das Índias (porque Colombo confundiu América com Índia).


Na França era o coq d’Índe ou dinde e na Alemanha, calecutischerhahn, referência a Calcutá. Em 1549, uma centena dessas aves foram preparadas e oferecidas à rainha Catarina de Médicis (1519-1589, de origem italiana, rainha da França por laço matrimonial); agradou tanto que tornou-se prato obrigatório nas grandes refeições comemorativas e, por conseguinte, no Natal. A tradição se espalhou por todo o mundo ocidental.







O Significado Esotérico dos Reis Magos


Para o ocultista cristão e católico Eliphas Levi, a visita dos Reis Magos ao menino Jesus tem um significado esotérico: a religiosidade baseada em rituais mágicos, antiqüíssima, já corrompida e utilizada de forma abusiva (magia negra) deveria se ocultar aos olhos do mundo, do povo, para dar lugar a uma religiosidade ideológica, caracterizada pela ética e paranormalidade eventual do pensamento e fé cristãos. Uma instituição que cai para dar lugar a outra.



Nos evangelhos apócrifos, os Magos são apresentados com detalhes que não aparecem nos livros canônicos. Os estrangeiros eram reis porque eram magos, ou seja, praticavam a "arte real"; ou seja, não eram reis no sentido político do termo, porém reis em virtude da magia, que em épocas muito antigas era chamada sanctum regnum, ou santo reino.


Chegaram a Jerusalém acompanhados por uma comitiva de 12 mil homens.


Saíram de suas terras de origem porque foram avisados e guiados por um anjo que assumiu a forma de uma estrela - a estrela guia ou estrela de Belém. Foram testemunhar o cumprimento de uma profecia tão antiga quanto Adão que anunciava o nascimento de um rei dos judeus que seria o Salvador do mundo.


Os presentes que ofertaram eram símbolos de profundo significado: ouro, incenso e mirra.


. ouro, representado a realeza da criança;

. incenso, sua natureza divina;

. mirra*, prenunciava a morte pelo bem Humanidade e a imortalidade depois desta vida [um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus - João 19: 39 e 40)].

*MIRRA: resina extraída da árvore do mesmo nome [Commiphora molmol]. É utilizada em medicamentos porque é anticéptica. Entre os egípcios, era usada no processo de mumificação; também pode ser manipulada como incenso em funerais e cremações. Sua fragrância lembra o cheiro da terra.


Escreve Levi, em Dogma e Ritual da Alta Magia:"A estrela alegórica dos magos outra coisa não é senão o misterioso pentagrama; e estes três reis, filhos de Zoroastro (discípulos), guiados pela estrela flamejante ao berço do Deus microcósmico, seriam suficientes para provar as origens inteiramente cabalísticas e verdadeiramente mágicas do dogma cristão. Um destes reis é branco, outro preto e o terceiro é moreno.


O branco oferece ouro, símbolo da vida e da luz;

O preto oferece mirra, imagem da morte e da noite;

O moreno apresenta o incenso, emblema do dogma divino, conciliador dos dois princípios (vida e morte);


Depois voltam ao seu país por um outro caminho, para mostrar que um culto novo é simplesmente um novo caminho para levar a humanidade à religião única, a do ternário sagrado (Santíssima Trindade) e do irradiante pentagrama, um único catolicismo ..." [p 275 276].


Estes Magos, pertenciam à escola de Zoroastro, na Pérsia, mas são reconhecidos como proveniente de três continentes: Europa, Ásia e África, os "três mundos" conhecidos na época. Os nomes dos magos também guardam uma simbologia:


Gaspar, "Aquele que vai inspecionar", era um jovem; Belchior, "Meu rei é Luz" um velho e Baltazar, "Deus manifesta o rei", um coroa na casa dos 40 anos. Atualmente, estes magos são considerados santos e seus supostos restos mortais encontram-se na catedral de Colônia, cidade de Colônia, Alemanha.


A Verdadeira História do Papai Noel


A figura e a característica de portador de presentes do Papai Noel, mundialmente conhecido por diferentes nomes [veja lista adiante] foi, portanto, forjada com elementos lendários de diferentes culturas. No caso específico do folclore cristão, foi incluído o personagem de Santa Klaus ou São Nicolau, nascido na segunda metade do século III, morto em 6 de dezembro de 342. Ele foi bispo de Mira [na Turquia].


É o santo padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega, patrono dos guardas noturnos na Armênia e dos coroinhas na cidade de Bari, na Itália.
Dia a lenda que um homem muito pobre vivia amargurado porque não tinha dinheiro os dotes nupciais de suas três filhas, destinadas, assim, a ficar "solteironas". O então bispo Nicolau, tomando conhecimento do caso, secretamente, depositou bolsas recheadas de moedas de ouro nas meias das moças que observara, postas a secar diante da lareira.


A história se espalhou; todos falavam sobre o misterioso benfeitor que salvara as moças do "encalhamento". Diziam que ele tinha entrado na casa descendo a chaminé. Nicolau aproveitou a idéia e passou a beneficia, anonimamente, outras pessoas carentes, especialmente crianças.
Ao longo dos séculos, associando elementos daquelas várias cultura em torno das festividades de fim de ano, a imagem do Papai Noel globalizado foi se definindo até alcançar a configuração que tem hoje: idoso obeso e barbudo vestido com casaco, calças e gorro vermelhos, debruados com pelugem branca e calçando botas altas. Em 1866, a concepção do artista alemão Thomas Nast, criada para a revista Harper's Weeklys caiu no gosto popular contemplando a imagem atual: um duende na terceira idade, norte-europeu que engordou e cresceu demais.
Observemos que segundo os padrões estéticos e sanitários "politicamente corretos" da pós-modernidade o excesso de tecido adiposo, gordura, banha mesmo! do velhinho poderá ser banido como característica do design posto que a obesidade, atualmente, é considerada doença ou sinal de preguiça, desleixo pessoal. Aliás, nem sempre ele foi representado com excesso de peso. O Papai Noel rechonchudo pode estar com os dias contados tal como aconteceu no carnaval baiano de 2008, quando os poderes públicos rejeitaram a tradição-mau exemplo dos gordos e escolheram um rei Momo magro, o Sr. Clarindo Conceição. Sim, tudo muda, a cultura é uma força viva.


Meditemos.O Papai Noel globalizado tem endereço certo: mora na Lapônia, cidade de Rovaniemi - Finlândia, onde mantém seu escritório e a suposta oficina. Ele tem uma equipe de anões ajudantes, recebe pedidos pelo correio:



Santa Claus - FIN-96930 Arctic Circle - Rovaniemi - Finlândia

Tem um site na internet: http://www.santaclausoffice.fi.








Viaja em um trenó puxado por nove renas mágicas: a rena guia, cujo nariz vermelho brilha como uma lâmpada na escuridão, Rudolph [Rodolfo], Dasher [Corredora], Dancer [Dançarina], Prancer [Empinadora], Vixen [Raposa], Comet [Cometa] Cupid [Cupido], Donner [Trovão] e Blitzen [Relâmpago]. Estas renas foram acrescentadas ao mito do Papai Noel no século XIX. Outro elemento mágico da lenda, diz que o personagem, à semelhança de um vampiro (!?) pode entrar em qualquer residência, ainda que esta não tenha chaminé: ele se transubstancia em fumaça e pode passar por qualquer fresta ou buraco de fechadura (com saco e tudo!). Mas os presentes do velho Noel não são para todos: somente aqueles que, durante o ano, foram "bons meninos e meninas" ganham. E não adianta tentar mentir ou abafar o caso sobre sua má conduta.


O Papai Noel tem um telescópio e espiões encantados espalhados em todo lugar. (Esse Papai Noel devia trabalhar na polícia!)



Nome do Papai Noel em várias línguas:
Alemanha: Nikolaus (ou Weihnachtsmann - literalmente, "homem do Natal"); Brasil: Papai Noel (Noel significa Natividade/Natal em francês); Chile: Viejito Pascuero; Costa Rica: Colacho; Cuba e Republica Dominicana: Santa Claus, pronunciado como Santi Clo; Dinamarca: Julemanden El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicaragua y México: Santa Claus (no México se pronuncia Santaclós)Espanha, Argentina, Colômbia, Paraguai , Peru e Uruguai: Papá Noel Estados Unidos: Santa Claus Finlândia: Joulupukki França: Père Noël Hungria: Télapó Inglaterra: Father Christmas Itália: Babbo Natale Islandia: Jólasveinn Macedónio: Dedo MrazNoruega: Julenissen (literalmente "Duende da Natividade") Países Baixos: Kerstman (literalmente, "homem do Natal") ou Sinterklaas Panamá: Santa Claus.Portugal: Pai Natal Porto Rico: Santa Claus (pronunciado como Santa Clo') República Dominicana: Santa Claus (pronunciado como Santa Clo ou, às vezes, Santi Clo) Romênia: Moş Crăciun Rússia: Ded Moroz [Avô do Frio, ou do Inverno]Suécia: Jultomte Venezuela: San Nicolás o Santa Claus (pronunciado como "Santa clos")Costa Rica: Colacho





O Fim do Natal


Entre o paganismo e o cristianismo, o Natal, ou mais apropriadamente, a "Festa da Natividade" mudou e vem mudando; a cada século, a cada década.

As Saturnálias Romanas e os festivais bárbaros de solstício de inverno serviram de referência para, até hoje, marcar dois eventos tão populares quanto idealmente opostos: o Natal cristão e o carnaval.


A primeira festa, em teoria, celebra valores espirituais; a segunda, valores materiais, a "carne". Estas celebrações, esse comportamento próximo ao primitivismo do aborígene mais selvagem, como todo faxineiro de ocultista sabe, essas esbórnias comunitárias são atos mágicos coletivos arcaicos. Funcionam como rituais de evocação daqueles valores que representam.


As práticas características de cada festa são como um chamado à causa formativa das coisas. Como diz o povo, "dinheiro chama dinheiro"; banquete chama fartura.Assim, o Natal celebra ou celebrava a "esperança", nascimento, renascimento, renovação cujo símbolo principal, entre os cristãos, tornou-se a "cena" da Natividade, ou seja, uma alegoria abrangente que se refere à idéia de nascer, renascer, renovar.


Uma meditação muito séria sobre os mistério da morte e da escuridão, onde a todo momento mergulham os que morrem; mistérios da vida e da luz, para onde emergem todos os seres que despertam neste mundo. Reflexão sobre o sol e seus ciclos: rotação, começo e fim do dia; translação, começo e fim de um ano, de um ciclo, como o ciclo produtivo da terra, reprodutivo entre os animais.O carnaval, nada espiritual, é a celebração do prazer de viver na esfera da existência meramente física: comer, beber, drogar-se, copular.


O aspecto carnavalesco das festas pagãs incluíam, inevitavelmente, certa dose de orgia: gente pelada, bêbada, drogada e prostituída; gente que de tal forma se entrega ao desvairio dos sentidos que já não sabe quem é nem quem meteu o quê em que lugar. Enquanto, tradicionalmente, o Natal cristão foi instituído, convencionalizado para evocar o valor espiritual da Natividade, do nascimento de uma esperança, um Salvador do Mundo capaz de redimir a Humanidade de seus "pecados", isto é, de seus erros; o carnaval, evocando o material, o apelo da carne, foi convencionalmente instituído/tolerado como um parêntese moral anual que permite aos civilizados-cristãos uma chance de "tirar a máscara" colocando "a máscara" [de carnaval, de Dionísio], utilizando substâncias que alteram os sentidos de modo que pessoas, despidas de vergonha, possam, literalmente, "soltar os bichos", assumir a sensualidade, o sentir meramente animal.


Em seus primórdios, o Natal cristão era uma festa religiosa comportada e fraternal, singela em troca de cortesias, embalada por canções que falavam do menino Jesus, o "Deus-menino" e do bom velhinho. Compravam-se presentes em segredo. As crianças saboreavam o gosto da surpresa na manhã de 25 de dezembro. Na véspera, as famílias se reuniam. Nas salas impecavelmente "faxinadas" destacavam-se as árvores enfeitadas com bolas coloridas de vidro delicadíssimo e outras figinhas, preciosos acessórios guardados para esse fim, as vezes, durante décadas. Nas mesas, a estrela gastronômica, o peru! Muitas vezes comprado vivo e adequadamente tratado até o momento fatal, quando a ave era forçada a tomar uma meia garrafa de cachaça antes de sentir corte do facão da empregada. Muitas vovozinhas boazinhas já degolaram perus... Morte piedosa em nome de boa causa.
Porém... as coisas mudam; a tradição se esvazia no tempo, no espaço, na evolução da cultura. A tradição se transfigura em processo natural de extinção. Se Humanidades acabam, civilizações desaparecem, não há motivo para crer ou esperar que qualquer tradição seja eterna! Grotescas degenerações transformam o sentido mais profundo de um tema. Porque na realidade humana, terrena, mundana, tudo se esgota, tudo se esvai em vapores, radiações e pó. É patético o esforço dos saudosistas em fingir que ainda é possível ressuscitar o clima primitivamente cristão, franciscano! do Natal.
A grande família não existe mais. Ela começou a morrer na Revolução Industrial! Podemos imaginar que está prá lá de moribunda. Já não existem os casarões. Seus avós são divorciados e pagam gigolôs para ter "vida sexual". O peru é chester com apito.



Nos apertamentos de dois quartos, uma masmorra, cozinha "americana" e sem dependências de empregada os nostálgicos ainda "armam" o pinheiro adornado com bolas e outros bibelôs dourados e o pisca pisca-pisca de 100 pontos. Tudo é de "prástico". Sai por menos de 30 reais nas Lojas Americanas.Hoje, antes, muito antes do dia 25, os demônios de 3, 5, 7 anos, os tiranos adolescentes e pré-adolescentes e até os adultos infantilizados da pós-modernidade aterrorizam a mãe solteira, separada ou mal explicada no hipermercado apontando brinquedos, roupas e caixas de DVDs que eles "qué!" nesse Natal. (Foi por isso esse articulista de mediana inteligência escolheu não ter filhos... "Larga isso, diabo!").


O Natal genuinamente cristão acabou. Regressou ou regrediu a uma espécie de paródia enervante das Saturnálias. Maratona exaustiva e nada divertida de muitos dias. Não é o "Natal das Crianças". É o Natal das dívidas dos próximos meses para financiar o show de hipocrisia de TER de presentear, ter de "comparecer", ter de estar com aquela cara de boas-festas ainda que seja diante de quem te detesta.


Muitos, atolados em suas próprias sacolas, dirão em tom de crítica consciente, ainda que submissos à convenção, que este é o natal do capitalismo, o natal do comércio e consumo. Mas é, sobretudo, o nosso Natal, o Natal moribundo do nosso tempo, tão moribundo quanto o próprio sistema socioeconômico caduco que como um câncer descontrolado não tem mais para onde crescer.


Como diria Nostradamus: Os simulacros de ouro e prata inflacionados, depois de terem servido, serão atirados a um fogo em fúria: Esgotados e conturbados pela dívida pública, os papéis e moedas serão destruídos Centúria VIII-28, ... meditemos ...
Este é o Natal dos cristãos paganizados. Retrato irônico das marés reversas tão típicas da dinâmica da História humana: pagãos perseguiram cristãos que conquistaram cristianizando os pagãos e por fim os cristãos paganizam a si mesmos porque no mata-mata do dia-a-dia contemporâneo esqueceram do que é feita a essência de um cristão.


Não há tempo. "É tarde, é tarde", dizia o coelho para Alice. É tarde para se lembrar do significado mais belo do Natal. Agora, não temos cristãos... nem pagãos, nem budistas, nem judeus, nem muçulmanos, nem xintoístas, nem umbandistas, etc., nada disso.


A Igreja mundial é a dos desesperados imediatistas. Escravos de boletos e faturas, de demoníacos cartões magnéticos. É tarde para cancelar ou boicotar o Natal. Isso arruinaria a economia mundial! Não! Nesse fim dos tempos, nós não adoramos "a Besta"! Nós nos tornamos uns bestas e as bestas [de carga], idiotas mesmo, impelidos ao suicídio financeiro, atolados no desconforto econômico sem sentido, sufocados pela mão invisível das convenções e leis de mercado que berram nas "bocas" dos midia, "Corra! Você tem que comprar!"



Como profetizou o Mago Ladino [1686-1769]: "No tempo da máquina voadora, o homem orienta-se com um monstro falador... E o "monstro" ordena: Tem que comprar no Natal, no carnaval, na Páscoa, no dia da mamãe, no São João, no dia do Papai e na porra do dia das Crianças! E quando, finalmente, chega um feriado mais em conta, dia 2 de novembro, que beleza! Dia de Finados, no dia 03 começa tudo de novo porque "É Natal, É Natal"..."


Texto e imagem extraídos de: mortesúbita.org
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Papai Noel velho batuta


Rejeita os miseráveis


Eu quero matá-lo!


Aquele porco capitalista


Presenteia os ricos


E cospe nos pobres


Papai Noel velho batuta


Rejeita os miseráveis


Eu quero matá-lo!


Aquele porco capitalista


Mas nos vamos seqüestrá-lo


E vamos matá-lo!


Por que?


Aqui não existe natal!








Música: Papai Noel Velho Batuta
Banda: Garotos Podres

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Invisibilidade púbica = As pessoas enxergam apenas a função social do outro

TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

entrevista por Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'.

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiucomprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica opesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.

Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.


Diário - Como é que você teve essa idéia?

Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.

Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis. Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?

Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de umestudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal.Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série defatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.

Dê um exemplo.
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar:
'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente estáesperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.

Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente.. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.

Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.

Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

meu amor terrorista





meu amor terrorista
subverte sentimentos...

e explode apenas meu próprio coração de lamento
por não ter armas para lutar frente ao que governa seu coração!
em retalhação destruímos as formas pensamentos instituídas pelos que escravizam nossos sentimentos, com beijos, encontros e proibidos momentos íntimos......
sei que és dissidente dessa instituição que te prende apenas externamente à outro ser
mas conspiramos secretamente quando nossos corpos brindam nossas verdades
em atentados contra a ordem vigente em horas e horas de amor e entrega...
só nós 2 governamos nossas próprias almas....
e a nós 2 nos entregamos
e sabemos que aquele ato só é condenado
pelos que cegamente não respeitam seus espíritos livres...

mulher de olhar do deserto....

sejamos eu e voce miragem
frente aos tolos e suas instituições decadentes
que aprisionam seus desejos e vontades da alma....

Se um Deus existe realmente, ele está no intervalo de tempo que separa nossos corpos,
quando comungamos com o universo nossa liberdade e livre escolha de estarmos unidos
porque queremos e somos UM com o TODO que tudo é....
Brindemos a explosão desse orgasmo enquanto as pessoas definham em seus medos la fora...

mulher com olhos do deserto...

minha fuga,
minha saída,
meu refúgio,


seu corpo é minha terra santa
sua alma é meu paraíso
seu desejo é o meu deserto
sua insurreição...minha liberdade

meu amor terrorista!



Ed França


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. no texto: poema de Ed França, 2008.
. na imagem: banco de imagens da internet, de algum blog...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

pra eu e voce...


pro café bem feito...

pra chuva que não parou...

pro calor da cama...
pra eu e vc...
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. no som: som da chuva mesmo...
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

desilusão



com lágrimas de sangue
derramarei a água dos sentimentos puros
que já não sei mais encontrar.

brindando sua dor
minha pétala de sangue.
meu silêncio mais voraz.
meu cálice de desejos tardios.


Ed França, 2008.




. nos dias: falta do que não me pertence.
. no texto: poema desilusão, de Ed França, 2008.
. no som: the Cure_going nowhere


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O livro, o amor, nossos dias.....



Verlaine
: O que você acha de minha esposa?


Rimbaud: Não sei. O que você acha dela?

Verlaine: Ela ainda é muito criança.

Rimbaud: Eu também.

(pausa)

Verlaine: (para o garçom) Dois absintos...

Rimbaud: Esse seu último livro...

Verlaine: Sim...

Rimbaud: ...não é lá essas coisas.

Verlaine: Não está falando sério.

Rimbaud: Puro lixo pré-matrimonial.

Verlaine: Não. São poemas de amor. Muita gente gostou.

Rimbaud: Não passam de uma mentira.

Verlaine: Não são uma mentira, eu amo minha mulher.

Rimbaud: Amor...

Verlaine: Sim.

Rimbaud: Isso não existe.

Verlaine: O que quer dizer?

Rimbaud: O que une as famílias e os casais, isto não é amor. É burrice, egoísmo, ou medo. O amor não existe.

Verlaine: Você está enganado.

Rimbaud: O interesse próprio existe, a união para proveitos pessoais existe, a complacência existe. Não o amor. O amor tem de ser reinventado.

Verlaine: Eu amo o corpo dela.

Rimbaud: Há outros corpos.

Verlaine: Não. Eu amo o corpo de Matilde.

Rimbaud: E a alma não?

Verlaine: Acho mais importante amar o corpo do que amar a alma, afinal a alma pode ser imortal. Terei muito tempo para a alma, enquanto a carne...

Rimbaud: (roncando)

Verlaine: O que foi? É o meu amor pela carne que me mantém fiel.

Rimbaud: Fiel. O que quer dizer com isso?

Verlaine: Sou fiel a todos a quem amei. Se amei um dia, amarei para sempre...e quando estou sozinho à noite ou pela manhã, posso fechar meus olhos e celebrar a todos.

Rimbaud: Isto não é fidelidade. É nostalgia. Não espere fidelidade de mim.

Verlaine: Aaah... por que está tão azedo comigo?

Rimbaud: Porque você precisa disso.

Verlaine: Já não basta saber que amo você mais do que ninguém? E que sempre amarei?

Rimbaud: Ah, cale essa boca, seu bêbado choramingas.

Verlaine: Diga que me ama.

Rimbaud: Ah, pelo amor de Deus.

Verlaine: Por favor, é importante para mim, diga...

Rimbaud: Você sabe que gosto de você.

Verlaine: Fiz umas compras hoje de manhã. Comprei um revólver.

Rimbaud: E pra quê?

Verlaine: Para você, para mim, para todos.

Rimbaud
: Espero que tenha comprado munição suficiente pra todo mundo.


Diálogo extraído do roteiro de Total Eclipse, 1995. Filme dirigido pela Polonesa Agnieszka Holland e estrelado por Leonardo Di Caprio, que fez o papel de Rimbaud.

* dedico à querida companheira em solidão Karine KKK, um brinde à sabedoria que nos é fornecida pelos dias amargos, be strong, pretty girl!

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Rompante

Meu bem, hoje preciso fechar meu quarto
Guardar a chave dos desejos ostentosos
Eu preciso dizer da flor insuficiente
Que almeja selar minha boca com um só beijo

A chuva na rua diz para deixar as esquinas passadas
Lavar a calçada com água limpa de uma moral pura
E perder minhas aventuras na memória

Eu enrodilho como vento no vira-mudo afora
Arrastando minha face maquiada
Que sem olhos segue a multidão em fúria
Gritando junto pelas vicitudes que eu não tinha

Meu bem, quando soltaram minhas mãos
Eu ainda não sabia usar as pernas
Andando, achei o mundo pequeno
Passei sob o lodo que a água parada deixa
Sem uma janela pro vento bater
Sem ter uma pedra para quebrar os muros
dos campos de concentração

Meu bem, se você fizer com esmere a lição
O mundo lhe dará em formato de caridade
O livro dos dias, dos caminhos certeiros
E você será belo ao modo moderno
Tal como o tempo, eternizado numa rocha
Sobre as graças de um amor concedido
E de uma compaixão mendigada
Sob as palmas de mãos que lhe emprestam
Uma dignidade cabível, sem grandes esforços.

poema de Karine KKK.

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. nos dias : cheiro de cappuccino regado a cabelos negros e compridos e véspera de feriado. como se me pertencesse o que por lei é de outra pessoa...
. na imagem: Total Eclipse, 1995. Filme dirigido pela Polonesa Agnieszka Holland e estrelado por Leonardo Di Caprio, que fez o papel de Rimbaud. (fonte: aqui).
. no som: HIM_in joy and sorrow.


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