segunda-feira, 8 de abril de 2013

série "Cubos" na capa do Cd da Banda Hardcore PROLE.IDEM



Uma das minhas pinturas da série "Cubos" foi utilizada para a capa do CD de uma respeitada banda Hardcore anos 90 do underground brasileiro. Trata-se da banda PROLE.IDEM
O nome do play é "Energia Periférica". Fico feliz em contribuir com a música real, de artistas honestos, de coração e alma!
Taí na foto o resultado gráfico, que também dei pitaco na direção de arte, inclusive nas fotos da banda para divulgação do play, fotografados por André Schrim. 
Deixarei um link aqui para quem quiser conhecer o som da banda.
Saudade de voces, Mamão Mamede, Bruno Heel, Panda e Fernando!
Espero que estejam bem e com saúde após tanto tempo sem encontrar voces! Hail

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

King

King. Ink on paper. Sketch and Study for painting. Artwork by Ed França. 2000.
Rei. Rascunho e Estudo para pintura. Esferográfica sobre papel pautado. Trabalho de Ed França. 2000.

sábado, 20 de outubro de 2012

03 palavras em minhas mãos




Um anjo amarrou 03 palavras em minhas mãos
E me deixou eternamente flutuando

Ed França



Na imagem: 03 words in my hands. "caderno de anotações".Year: 2000, august. Artwork by Ed França.

Asas e Dor



Asas e dor. "cadernos de colagens". Ano: Janeiro de 2001. Trabalho de Ed França.
Wings and Pain. "cadernos de colagens". Year: 2001, January. Artwork by Ed França

Um corpo que cai



Um Corpo que cai. esferográfica sobre papel. 
Estudo para pintura. 1998.
Trabalho de Ed França.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Texto um pouco mais ácido. Show do SCORPIONS. 
Escrevi para a revista para a revista Nota Independente.
caso voce seja fã xiita da banda, nem leia! odiará!

domingo, 16 de setembro de 2012

Resenha show da banda Scorpions em Belo Horizonte


Scorpions no Chevrolet Hall, Belo Horizonte/MG (11/09/2012)
Texto por Ed França para a revista Rock Brigade
 Foto por William P. Pinto

O tão esperado show do Scorpions em Belo Horizonte aconteceria numa segunda feira e acabou sendo cancelado. Houve tumulto, tensão e desânimo, tudo potencializado pelo calor absurdo que fazia na cidade. Milhares de pessoas indignadas com o atraso dos escorpiões não fez esfriar a vontade de vê-los ao vivo na capital mineira. Mesmo transferindo o show para o dia seguinte, os quase 40 graus escaldantes da noite de terça-feira não aplacou a sede dos fãs da banda que lotaram a casa de show. Resultado: o Chevrolet Hall ferveu com a presença do Scorpions numa noite de festa inesquecível e o público saiu totalmente saciado!

Quando Klaus Meine subiu ao palco e anunciou as primeiras linhas de Sting in the tail o desacerto da noite anterior foi apagado da memória. Todos os clássicos da banda estavam lá, Still Loving You, Wind Of Change, Blackout e Rock You like a Hurricane. Os solos de Rudolf Schenker e Matthias Jabs arrancavam aplausos e por onde corriam eram ovacionados. O público, formado por diferentes gerações de fãs, saudava incansável, catapultando cada solo aos ápices constantes. Difícil identificar qual o melhor momento do show.
O baterista James Kottak brinca com o público em um solo divertido que conta a história do Scorpions. As antológicas capas do grupo são transformadas em curta metragem onde ele mesmo é o protagonista.

A banda originária de Hanover, Alemanha, foi fundada em 1965 pelo guitarrista Rudolph Schenker é a primeira banda de hard rock do país germânico. Com essa estrada longínqua já demonstrando as chagas do tempo, anunciaram sua aposentadoria. Depois de lançar seu último álbum de estúdio, Sting in the Tail de 2010, a banda iniciou a turnê de despedida que visita os cinco continentes até 2013. E mais uma belíssima página da carreira dos escorpiões foi escrita com uma memorável noite de festa, certamente essa passagem dos alemães ficará na mente dos belorizontinos, eternizada no possível capítulo final do livro de contos e aventuras que tem sido a carreira do Scorpions! 
Um brinde aos escorpiões!

terça-feira, 11 de setembro de 2012




A troco de que vou expor minha vida na internet?

Não entendo o tesão do gado em veicular a vida privada em redes sociais. Talvez seja para atrair lobos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

terça-feira, 22 de maio de 2012



.Expo do Caravaggio em BH. Deleite puro!!!

Michelangelo Merisi da Caravaggio (Milão, 29/09/1571 – Porto Ercole, 18/07/1610) foi um pintor Italiano, considerado o primeiro grande expoente da pintura barroca. 
Caravaggio era o nome da aldeia natal de sua família e adotou como seu nome artístico.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Das gélidas terras russas para BH


Show da banda Arkona 
27/04/2012. No Music Hall

No dia 27 de abril a cidade de Belo Horizonte foi honrada com o show dos guerreiros da Arkona, banda formada em Moscou. Na linha de frente, abrindo o show, os mineiros da banda Lothlöryen representaram o folk característico desse gênero com um show empolgante. 

Na sequência uma introdução belíssima cria a aura especial para a magnífica presença de palco de Masha, uma cantora incrível que transita por todos os lados do palco, canta com uma voz poderosa, dramatiza o show com interpretação peculiar e carregada de energia.  Junto dela, representam a mãe Rússia:  Vladimir “Volk” (gaita de fole e flauta),  Sergei “Lazar” (guitarra), Ruslan “Kniaz” (baixo) e Vlad “Artist” (baterista). Masha emociona a platéia e incita os presentes a bradarem os gritos de glória das canções entoadas em idioma russo e cirílico. 

A banda Arkona materializa sua arte por meio de uma estética que revive lendas, momentos gloriosos da mitologia eslava e folclore russo, numa densidade aprofundada por instrumentos tradicionais, como gaita de fole, flauta e tambor. No meio do show a vocalista se desculpa pelo péssimo inglês, divide a plateia em dois grupos opostos, simulando uma batalha entre eles. É o momento alto da apresentação. A banda é de infinita empatia, retornaram ao palco após três despedidas para o delírio dos fãs e finalmente abandonam o palco do Music Hall deixando os fãs extasiados. A única baixa foi o pequeno número de presentes no evento.

Que os belorizontinos agradeçam aos velhos deuses por mais um show de extrema qualidade. Parabéns aos envolvidos, corpo de produção, organização do evento e banda Arkona por essa noite de glória na música pesada. Um brinde!

Texto de Ed França
Para a revista RockBrigade

Banda Arkona em BH


Show banda Arkona, Music Hall. 
Belo Horizonte, 27 de abril de 2012.

O Brasil tem ganhado muito com a constante onda de ótimos shows. No quesito rock pesado nem podemos reclamar. Falando de folk metal então, a coisa melhora! Já passaram por aqui Eluveitie, Finntroll, Cruachan, Korpiklaani e Tyr. Belo Horizonte recebeu no dia 27 de abril mais um bloco para o grande muro dos eventos épicos para fortalecer a memória da cidade.
Há quase uma década hordas de headbangers aguardam a presença de uma banda que se destaca entre as muitas do gênero. Proveniente das gélidas terras russas, precisamente de Moscou, a banda Arkona aterrisa em solo brazuca para promover o mais recente cd “Slovo”. Formada em 2002, a banda atingiu ponto alto na cena mundial representando o metal pesado e vem se destacando por apropriar uma estética que aborda o folclore russo e a mitologia eslava. A utilização de uma instrumentação tradicional soma tambores de guerra, flautas e gaitas de Fole. Ampliando a dimensão mítica desse contexto artístico elaborado, a banda ainda cria as composições escrevendo em alfabeto cirílico. Fecha com chave de ouro a produção visual que nos remete aos tempos imemoriais dos guerreiros eslavos. 

A vocalista Masha Arhipova  é encantadora. Veste uma pele de raposa sobre o traje, movimenta-se com muita atitude vociferando poderosa se destacando dos demais front man da cena. Ela ganha atenção dos presentes mesmo sem dominar o inglês. Entre gritos de guerra e correrias pelas extremidades do palco, fala em russo e incita o público a travar uma batalha ao dividi-los num combate que eclode frente os riffs mais pesados de suas canções. Tudo brincadeira, ninguém se machuca, sorrisos tomam conta dos rostos da horda extasiada.
É perceptível a alegria e energia que opera entre fãs e banda. Uma química que só entende quem comunga de um evento como esse.

Num set list que passeia pelos vários álbuns da banda, retornam mais de duas vezes em cada “quase” fim de show, comovendo a plateia que delira.

Belíssima apresentação que ficará para sempre nos corações e mentes dos fãs dessa banda, vinda das frias terras da mãe Rússia, que escreve com grandiosidade sua história na senda do folk metal.

Texto de Ed França
Fotos de Priscila Rezende
Resenha para a revista Nota Independente
publicado também no jornal O TEMPO



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Exposição coletiva com dois desenhos antigos

Estou participando de uma exposição que fica até dia 05 de maio para visitação.
Participam outros artistas com trabalhos de linguagens, suportes e tamanhos diversos.
Nessa mostra, apresento 2 desenhos que criei no começo dos anos 90 como estudo para personagens do meu livro, um romance que comecei e está parado (grafite sobre papel, 96 x 66 cm. 1999).
Oportunidade única para quem curte meus trabalhs na arte contemporânea, desde que os criei, jamais mostrei os dois estudos em galerias . Pedido especial do amigo Gringo, da Pietá Tattoo ,entrei na mostra e escolhi expor essas raridades que seriam vistos somente num futuro próximo, no lançamento do livro.
Quem quiser curtir a mostra, que é gratuita e aberto no horário comercial de segunda a sexta e aos sábados até 13h.


Espero vocês lá!
A Pieta Tattoo fica na rua Paraíba 1441, savassi. Belo Horizonte/MG.
Abraçao!
 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SELKIE






Selkie




amores profundos
só a luz dos desejos ilumina esse caminho


dores são encobertas na vastidão
lágrimas não gritam sob as ondas


existe um silêncio enorme nessa nossa perda 


oceano que acaricia minhas dores
e nos afoga em esperanças tardias.


todo lamento será refúgio
meu silêncio era um bote perdido no mar


Ed França 
02.01.2012

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O Gênio/Mago Alan Moore falando sobre ARTE e MAGIA




Sobre Arte e Magia

Toda a arte e impulso criativo humano devem ter dado seus primeiros passos dentro da esfera da magia, sendo percebidos, em primeiro lugar, como tal.

As raízes da arte são distantes e obscuras. Os primeiros poemas, danças, imagens e sons estruturados não foram registrados exceto em lendas e tradições; na nódoa ocre na parede de uma caverna que, de certa forma, era a espinha curvada de um bisão para sua audiência inicial. Não podemos mais calcular o impacto que esses saltos de abstração devem ter tido sobre a mente paleolítica: os súbitos significados pelos quais se apreendia um campo de pensamentos e conceitos novo e fabuloso, tão verdadeiro e imediato quanto os caminhos sujos e abarrotados percorridos pelo homem primitivo diariamente, talvez menos substancial e, assim, menos vulnerável ao tempo e às estações.

A primeira codificação da dura realidade pessoal do homem primitivo em sons e símbolos deve ter oferecido um poder de comunicação alienígena e sem precedentes ao seu usuário, talvez equivalente ao que a telepatia pareceria para nós. O primeiro a captar alguma verdade inata do mundo humano dentro das linhas de um desenho ou da dança propeliria sua audiência através de um plano de compreensão e percepção diferente, mais extremo do que os efeitos de qualquer droga. Os desenhos nas paredes das cavernas de Lascaux, independentemente de qualquer significância ritual que pudessem ter, são em si mesmos um ato de magia. Para aqueles que não tinham o conceito prévio de uma imagem manufaturada, deve ter parecido que animais saltitantes foram conjurados em carne e osso e manifestaram-se dentro da própria caverna.

Se esta parece uma interpretação extrema de nossa primeira resposta para a arte, considere um exemplo posterior: quando Winsor McCay, um artista creditado com a invenção do desenho animado, exibiu pela primeira vez seu protótipo Gertie, the dinosaur, em 1914, a reação da audiência foi instrutiva. Sem o aparato perceptivo necessário para aceitar a noção de um desenho de animais, a maior parte da audiência, ao contrário, acreditou que estava testemunhando a aparição de um dinossauro real, de carne e osso sobre o palco diante dela.


Alan Moore

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

primeira passagem do Morbid Angel por BH.





Achei alguns itens valiosos na papeleira minha e do meu irmão.
Muitas lembranças ótimas dos anos 90, em especial nosso glorioso show do Morbid Angel. 
Foi numa sexta feira, 12 de abril de 1991. abertura das bandas Sextrash e Sarcófago. Ginásio do Ginástico.
Na foto, meu clipping da época, coisa habitual, de acompanhar as bandas que amávamos, juntando matérias, releases e o ingresso original, claro!
Acho que meu irmão ainda tem a camiseta da tour, se não tiver poído e virado pano de chão de tanto usar..rs
na  foto, David Vincent, Trey Azagoth e Pete Sandoval caminham pelas ruas do Brasil.(fonte internet).


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Festival Setembro Negro. 10 de setembro de 2011. Com as bandas Sarcasmo, Ragnarok, Belphegor e Morbid Angel


A mais recente versão do festival Setembro Negro passou por Belo Horizonte com uma torrente de acontecimentos que só eternizou essa edição do festival. Todas positivas, é claro. Fomos agraciados com as apresentações das bandas: Sarcasmo, Ragnarok, Belphegor e Morbid Angel.
Com horário do show antecipado às pressas, as bandas Sarcasmo e Ragnarok, foram prejudicadas, encurtando demais o set list das mesmas. Muita gente ainda estava de fora do local e perdeu a apresentação louvável da banda mineira e dos noruegueses.
Belphegor também fez uma apresentação reduzida, mas impecável. O local já estava completamente lotado, mesmo assim muita gente que ainda estava na fila para entrar, perdeu parte da monumental apresentação.
A Banda despejou um dilúvio de temas que deixou o público imerso na massa sonora, pesada e bem executada. A brutalidade do Belphegor ao vivo é de ordem grandiosa. Numa apresentação impecável, foi perceptível a emoção dos músicos para com a platéia. A resposta foi dada pela horda que cantava num bloco único de vozes os hinos da banda austríaca.
O tão esperado show do Morbid Angel em Belo Horizonte trazia para essa edição do Setembro Negro uma tenebrosa sombra de dúvidas.  Superava até a própria alegria dos fãs do gênero extremo da música em revê-los no palco. Vieram mostrar serviço no Ginásio do Ginástico em 1991, fui presença ocular nesse evento monumental, conferi de perto essa lenda da música extrema dividindo o palco com uma das mais importantes bandas do planeta no gênero. A cultuada banda Sarcófago.
Mas não houve saudosismo. Essa apresentação encerrou no limbo as especulações infantis e primitivas de quem esperava pouco dessa fase do Morbid Angel. Destruiu o núcleo dessas informações e dissipou o “mal estar” que envolveu as notícias que tentaram manchar esses 20 anos de trabalho.
O baixista e vocalista David Vincent ficou um bom tempo longe da banda, de 2003 até 2011. Some isso ao polêmico novo álbum da banda, "Illud Divinum Insanus", que traz o primeiro lançamento do grupo e retorno de Vincent desde último disco em 1995 - Domination. Um disco que mostra um foco para experimentações que vão além do que as bandas desse gênero costumam pautar. Para fechar a gama de eventos que alimentavam essas conversas moles, sai o baterista Pete Sandoval, afastado por agravante de saúde (após uma extensa cirurgia nas costas por conta de uma hérnia de disco). Entra Tim Yeung para honrar as baquetas. E o faz com a fúria de um implacável deus. Ao vivo sua atuação tem plasticidade e maestria. Brindou com louvor a cadeira de Pete Sandoval.
O show mostrou que essa monstruosa sombra, de especulações pífias, era só imaginação negativa dos fracos.
Num set list estarrecedor, que privilegiou os clássicos (coroados pelos discos Blessed are the Sick, Covenant e Altar of Madness), nem as novas e tão temidas músicas estiveram em desarmonia com as antigas.
A empatia de Vincent com o público era o ponto alto dessa passagem vitoriosa do Morbid Angel por BH.
O direcionamento que seguiu a banda, tendo como ponto de partida uma produção artística apontada para a evolução, teve efeito concreto e dinâmico, deixando os fãs tradicionalistas absolutamente silenciados, com as bocas costuradas pelo impacto do show e músicas novas. O silêncio desses, que engoliram à força esse exemplo do metal extremo em criativa expansão, mal foi percebido. A outra parcela de fãs, que aprova experimentações ousadas e caminhos inteligentes para a música extrema, se preocupou em delirar, não só com o material novo do Morbid Angel, mas com o show incrível e inesquecível. Equilibrou numa balança justa a trajetória de uma banda que há décadas cospe na cara dos seus críticos a máxima que: mudanças, coragem e inteligência, só materializam um magnífico resultado.


Por Ed França.
foto: Sérgio Wildhagen.
*escrevi esta resenha especialmente para a revista Rock Brigade.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Monange Dream Fashion Tour, Chevrolet Hall, 18 de Junho, Belo Horizonte.



Por Ed frança 
Fotos Renato Audrey

A sétima etapa do Monange Dream Fashion Tour desembarcou sábado, 18, em Belo Horizonte. Com a proposta de mesclar cultura pop, glamour, agitação e beleza, o Monange Dream Fashion Tour trouxe para a capital mineira um evento sofisticado, reunindo a harmonia contagiante da música com a estética do mundo da moda, criando uma experiência que tem dado sucesso.
O ator Eriberto Leão, um dos atores principais da novela “Insensato Coração”, fez a apresentação do evento. Interagindo e animando a platéia, o ator distribuiu brindes especiais, preparados exclusivamente para o Dream Fashion Tour,  levantando o astral do público que lotou o Chevrolet Hall.
Mas quem embalou o desfile das beldades e trouxe uma alegria visceral, foi a banda Capital Inicial. A banda esteve presente em todas as seis apresentações anteriores do evento.
Os hits famosos, “Natasha”, “Independência”, “Fogo”, assim como versões meio acústicas de outras canções conhecidas, até mais pesadas, como “Veraneio Vascaína”, ilustravam o desfile de Isabeli Fontana, Ana Beatriz Barros, Izabel Goulart e outras modelos, que cantavam as músicas com charme e alegria enquanto desfilavam. O público mineiro compartilhou cantando junto, gritando a cada entrada das garotas. A noite tomou um ar todo especial quando o vocalista Dinho Ouro Preto brindou o aniversário de Fê Lemos, um dos integrantes da banda.
As modelos fecharam a noite desfilando na passarela com a bandeira do Brasil, emocionando todos os presentes que prestigiaram esse belíssimo evento.
Com esse formato itinerante e toda a sua grandiosa estrutura, o Monange Dream Fashion Tour segue para Fortaleza, que no dia 02 de Julho, receberá essa fantástica produção, que reuniu o mundo da moda e música pop com maestria. Sabemos que no fim das contas, em time que está ganhando não se mexe! No caso do Monange Dream Fashion, vai um pouco além, pois tem uma verdadeira seleção, o que promete vida longa ao evento. Certamente teremos futuras apresentações na capital mineira!
O Monange Dream Fashion Tour é organizado pela Mega Model em parceria com a Rede Globo e tem o patrocínio de Monange.

Cobertura que fiz essa semana para a revista Nota Independente.

Mais informações no site:





* última foto é divulgação do prórpio site do evento.

Mayhem e Taake, Belo Horizonte, 12 de março 2011



Por Ed França.
Fotos de Renato Audrey

Belo Horizonte foi coroada com a apresentação de uma lenda viva do metal extremo mundial.  Numa noite de clima agradável, sem bandas de abertura, dentro do horário previsto, só pareceu faltar um público maior para conferir um evento tão esperado.

Ao subir o palco, o Taake mostrou garra e boa performance. Com um repertório coeso, como um tiro de escopeta, acertou o crânio dos incautos que estavam nas primeiras filas, sinalizando que, mesmo sendo bem mais jovens que os headlines do Mayhem, não vieram para decepcionar. Formada na década de noventa por Ulvhedin Høst (Ravengod, DeathCult e Ragnarok), a banda Taake conquistou uma horda de fãs pelo mundo afora feito doença contagiosa. Ganhou rapidamente o respeito do público e crítica especializada. Superou as expectativas.

Os Noruegueses do Mayhem, que dispensam comentários acerca de sua trajetória obscura, polêmica e maldita, despejaram toda carga lírica e caótica nos fãs que conferiram essa apresentação sinistra com requintes teatrais.

Com um repertório variando entre clássicos e composições do último trabalho do grupo, chamado “ Ordo Ad Chao”, vomitaram todo o ódio e raiva num set list que presenteou o público mineiro com “Troops of Doom” do Sepultura. Apesar de músicas antigas como “Funeral Fog” e “Carnage” não constarem no set list, executaram “Freezing Moon”, “Deathcrush” e “De Misteriis Dom Sathanas”, celebradas pelo coro da horda presente.

O público acompanhava cada acorde dos guitars Morfeus Teloch, seguindo seus movimentos e cantando todos os Hinos sem perder a atenção no Baterista e lenda viva Hellhammer.  Vale lembrar que Teloch sempre foi um velho amigo dos integrantes do Mayhem, atuou em muitas bandas de metal extremo na Noruega e entrou para a fraternidade Mayhem nessa tour substituindo Silmaeth, que assumia as guitarras nos últimos anos e foi desenvolver sua carreira musical em outros círculos musicais, com o amigável consentimento dos integrantes do Mayhem.

A aura sombria que envolve a presença de palco dessa banda parece ganhar mais densidade com a imponente postura do vocalista Atilla Csihar, front man que irradia um magnetismo que opera numa freqüência nefasta, potencialmente alavancada por sua poderosa voz. Durante a execução das músicas é fácil mergulhar nas sonoridades variadas e texturas vocálicas múltiplas, que passavam do gutural ao ultra rasgado. Mesmo a soberba performance de Atilla não foi suficiente para deixar de imaginar como seria o velho Mayhem, com seus  inesquecíveis Euronyumous e Dead, muito presentes na memória dos fãs xiitas e saudosistas, que classificam o Mayhem atual como uma sombra turva do que já fora, quando esses antigos membros caminhavam  entre a escória humana dando vida aos capítulos mais sangrentos, porém muito mais criativos e interessantes, no legado  sombrio desta banda que  escreveu as páginas mais caóticas no livro do metal extremo mundial.

Line-up atual do Mayhem:
Atilla Csihar - vocais
Hellhammer - Bateria
Necrobutcher - baixo
Morfeus - guitarra
Teloch – guitarra


Set List Mayhem executado em BH:

Pagan Fears
Ancient Skin
My Death
Cursed in Eternity
A Time To Die
View From Hell
Iluminatti Eliminate
Anti
Freezing Moon
Silvester Anfang
Deathcrush
Buried By Time and Dust
Chainsaw Gutsfuck
Troops of Doom
De Mysteriis Dom Sathanas
Pure Fucking Armageddon




cobertura do show que fiz para a revista Rock Brigade em 12 de março de 2011.

Placebo, Marduk, Ad Hominem, Calvary Death resenha dos shows de abril de 2010

Placebo
16 de Abril, Belo Horizonte/MG
 
Por Ed França 
foto Renato Audrey
 
Placebo subiu ao palco dentro do horário previsto, o que surpreendeu muita gente que ainda chegava ao local. A ausência de bandas de abertura na passagem por Belo Horizonte tornou a expectativa da espera menos acentuada para os que adentravam o Chevrolet Hall. Abriram o show com músicas que promovem o álbum Battle For The Sun e, o que impressionou à primeira vista, foi o retorno imediato dos fãs que recebiam extasiados as músicas da banda inglesa.
 
Ao executar a música Devil In The Details, o Placebo parecia realmente anunciar que o detalhe estaria nesse link direto entre a banda e seus admiradores. E o grande detalhe é justamente o coro dos fãs que acompanhavam sem perder um verso sequer. Cantavam com Brian Molko como se fossem um só corpo, uma só voz.
 
Seria esse o trunfo da banda Placebo? Uma banda de rock alternativo que atinge um leque diversificado de fãs, dos “teenagers” aos adultos exigentes e critério apurado, desses que identificam raras bandas entre as zilhões que pipocam na mesmice do cenário e coroam instantaneamente com status de banda cult? Ou até mesmo por um ícone da música como “David Bowie”, que abraçou a banda como fez tão poucas vezes publicamente ao ponto de querer até gravar um vídeo com a banda? Seria o perfil andrógino e magnético que encarnam Brian Molko e também Stefan Olsdal? Estaria a resposta na soma desses detalhes que se
agregam e resultam numa possível química musical inebriante?
 
Detalhes que figuravam nas lágrimas dos meninos e meninas espremidos nas primeiras filas, gritando paixão ao vocalista e guitarrista Brian Molko e ao que sua aparição provocava ali naquela noite. A presença do novo baterista (Steve Forrest) também não passou despercebida, sendo um detalhe aguardado pelos que acompanham a trajetória da banda desde a formação antiga.
 
Outro detalhe que quase nunca nos damos conta é a presença de músicos convidados para essas grandes agendas de shows. O que não foi o caso de Fiona Brice. Vestida de branco, lembrava um ser angelical destilando notas que sangravam o violino, amplificando a dramaticidade do espetáculo. Sua delicada participação exalava tons adocicados que contrabalanceavam com a fúria sonora e ríspida das bases de guitarra e voz melancólica de Brian Molko.
 
Placebo deixa o palco e um vídeo acompanha os momentos de incerteza sobre um improvável fim de show. Enquanto as pessoas se questionavam se teria acabado, uma bailarina seminua dançava num cenário desconcertante e soturno. O detalhe nem era seu corpo escultural, curvas sinuosas e intrigantes, nem sua tristeza aparente, mas seu micro adereço vermelho, que delineava um formato propositalmente fálico!!! Imersos nas hipnóticas imagens, poucos percebem o retorno da banda nos minutos seguintes. Placebo fechou o set list na capital mineira com poucos hits. Every You and Every Me, Taste In Men e Special K abriram sorrisos entre os fãs antigos da banda e o repertório foi o mesmo utilizado em Porto Alegre. O grupo apresentou um total de 20 músicas, apenas duas músicas foram diferenciadas da apresentação de quarta, em Curitiba. A turnê brasileira acabaria então no sábado, dia 17 em São Paulo.
 
Confira o set list da apresentação de Belo Horizonte/ MG:
For What It’s Worth
Ashtray Heart
Battle For The Sun
Soulmates
Speak In Tongues
Follow The Cops Back Home
Every You Every Me
Special Needs
Breathe Underwater
Julien
The Never-Ending Why
Bright Lights
Devil In The Details
Meds
Song To Say Goodbye
Special K
The Bitter End
BIS
Trigger Happy
Infra-Red
Taste In Men

cobertura do show para a revista Rock Brigade em abril de 2010.

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MARDUK, AD HOMINEM, CALVARY DEATH 


Belo Horizonte, 17 de abril
Por Ed França
Quase vinte anos passaram e o Calvary Death insiste em reafirmar seu lugar no cenário do death metal nacional mostrando que ainda estão produzindo e tocando ao vivo. A banda abriu o show com músicas do álbum mais recente (Serpent, 2009) mesclando com canções dos álbuns anteriores. Com uma apresentação que atingia mais de 40 minutos, deram seu recado com um death metal técnico e uma quantidade enorme de solos de guitarra. Força, garra e vontade das bandas provenientes do interior, encerram a máxima que, na perseverança e foco trazemos à tona o respeito dos que acompanham a evolução desse estilo, onde a música extrema coleciona pouco apoio em terras brazucas.
Ad Hominem despertou a curiosidade do público muito antes de subirem ao palco. Discussões e posts dos admiradores da banda em sites de relacionamento social indicavam o receio de algum tumulto bem antes da banda chegar. Pessoas comentavam o direcionamento ideológico polêmico que o grupo conduz, mas o que parecia o início de um clima tenso caiu por terra. Os franceses mostraram não só uma execução brilhante, mas também carisma e alegria de se apresentarem em Belo Horizonte. Terminando o show circularam pela platéia como se estivessem em casa. Algumas pessoas vieram de SP, após o show da noite anterior, para uma vez mais assistir o Ad Hominem. Arrisquei frases com alguns membros da banda; demonstraram atenção e satisfação por tocarem com o Marduk naquela noite. A banda foi criada por Kaiser Wodhanaz (vocal e baixo) em território francês e vieram divulgar o álbum Dictator - A Monument Of Glory.
Em sua quarta passagem pelo Brasil o Marduk comemora 20 anos de banda e promove o álbum Wormwood, seu décimo primeiro de estúdio além de três petardos lançados ao vivo. Proveniente da Suécia, a banda foi concebida no fim da década de 80. Seguida por uma legião de fãs pelo mundo, espalham o extremo Black Metal por onde passam, abusando das temáticas sobre guerras com letras que também repelem as religiões cristãs. Munidos de “corpse paint”, a formação já não é a mesma do começo restando apenas o guitarrista Morgan "Evil" Steinmeyer
Håkansson, dos músicos originais.
Iniciaram a guerra com With Satan And Victorious Weapons, mas pequenos problemas técnicos interromperam o show nas duas primeiras músicas, o que esfriou um pouco o ânimo daqueles que estavam ávidos pelo retorno da banda à capital mineira. A ótima presença de palco do vocalista Moortus e sua tentativa ininterrupta de se comunicar com seus fãs foram os destaques dessa apresentação, além de sua poderosa voz. Destilaram uma seqüência de clássicos que fez tremer o local. Estavam todas lá: Azrael, Still Fucking Dead e Levelling Dust, sem esquecer que, tocadas ao vivo, as canções atingiram um velocidade absurda... Era simplesmente uma divisão de tanques Panzer, feitos de massa sonora, devastando os tímpanos dos presentes.
Dando continuidade ao repertório, arremessavam músicas do último disco Wormwood sem descanso. O ponto alto do show foi justamente a clássica Baptism By Fire. Imerso no clima denso que imperava, não parecia uma legião de fãs gritando, e sim uma infantaria de guerra, advindos de uma escura dimensão. Com um set list semelhante ao dos shows anteriores (inclusive Bulgária em Janeiro desse ano) tocaram quase as mesmas músicas variando apenas na ordem das mesmas. Apesar do público reduzido mas fiel, foi mais uma noite inesquecível forjada ao som de black metal e death metal em Belo Horizonte.
Segue abaixo o set list do Marduk em BH:
With Satan And Victorious Weapons
On Darkened Wings
Into Utter Madness
Blooddawn
Still Fucking Dead
Beyond The Grace Of God
Materialized in Stone
Phosphorous Redeemer
Azrael
The Levelling Dust
Baptism By Fire
To Redirect Perdition
Steel Inferno
Wolves
Encore
Throne Of Rats
cobertura que fiz para a revista Rock Brigade, 17 abril de 2010.